Fugir da tentação, quando todas as perspectivas de sentir o que quer que seja são normalmente insuficientes, é anti-natura, é contra-senso, faz mal.
Talvez esteja a crescer. A separar o que sabe bem do que faz mal, como o trigo do joio. Não sei se a minha determinação será persistente o suficiente para vencer outro encontro. Quando sinto o teu cheiro a milímetros de mim, esvai-se qualquer noção de racionalidade, tal como de tempo ou de espacialidade, o mundo desaba à minha volta, todas as pessoas que não são tu, desaparecem, e todo o meu corpo se magnetiza ao teu. Os meus lábios só se querem colar aos teus, quero esse pescoço, esse braço à volta da minha cintura, a minha barriga a tocar a tua, as nossas pernas entrelaçadas.. Não há razão que explique a fuga do prazer que já sei que vou ter. A minha pele foi feita para a tua, nem que seja só assim. Não me procures e, especialmente, não me encontres que eu só consigo ser um bocadinho forte. Mesmo sabendo que é o que é, que ninguém quer nada de ninguém, o teu corpo quer o meu, e o meu, o teu. E isso pode ser tudo, durante um bocadinho.
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