E de repente, estou feliz porque estou, estou feliz porque sim. Estou feliz porque tenho o coração cheio, de tudo e de nada, tenho uma energia leve que me move, que me faz tremer, que me dá nervoso miudinho, que me faz sorrir sozinha, sem motivos, porque abri o peito, que tinha fechado para o mundo, e porque as nuvens desfizeram-se dos meus olhos. Abri-os e vi outros azuis, porque o amor, seja este no formato que for, perdure ele por duas horas ou por duas vidas, forma-se no sorriso dos lábios que me beijam, nos braços que me apertam, na vontade que faz baixar guardas e correr atrás do que não se pode perder, que estas emoções têm de se agarrar a duas mãos e gritar a plenos pulmões.
Porque tens o sabor do mel e da canela, o cheiro de flores mornas, madeira, a óleos orientais e a gengibre, tens o toque da seda, do pêssego, da pimenta e as tuas mãos são as águas cristalinas do Índico onde sei que vou submergir até perder o fôlego.
Não. Não vou fugir. Quanto muito vou correr. Para o lugar onde já sabes.
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