Não sei porque continuo a enganar-me a mim própria, a ignorar os meus instintos. Eu sei, eu sinto, as coisas, ainda e sempre. Quando sinto que não devo ir por determinado caminho, quando o meu corpo me diz que não é para ir, é porque não é para ir. E mesmo assim, teimosa, fui. Ainda bem. Só para constatar que não devia ter ido.
A fugir às tentações, literalmente, a escapar, a escapulir-me quando sei que pode acabar mal. Também o sei fazer, quando estar ou não estar, não me faz diferença, não faz diferença.
Não. Não quero isto, que isto não chega, que eu quero mais.
Deixem-me o corpo, deixem-me a alma, que o que eu quero não me podem dar. Eu quero eu. Eu quero sentir e quero fazer sentir. Seja pelo tempo que for.
Assombras-me pelas vias tecnológicas, persegues-me sem sequer aparecer. Uma mensagem aqui, outra ali. Que me queres, que tens de me ver. Sabes o que queres de mim, e di-lo sem restrições. Mexes comigo. E talvez por isso venha a ceder.
Não sei o que quero. Não gosto de me sentir perdida de coração. Talvez porque não sinta nada, e sentir nada, não é estar viva.
Acho que não me quero encontrar, não para já.
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