“Como é que está o B?” “Podes dar um recado ao B?” “Quando é que tu e o B aparecem?”
É complicado lidar com a inconveniência desta associação sem entrar em pormenores, ninguém entende, mas já antes o era assim. E, ardilosamente, finto constantemente este tema, sem dar muitas informações, sem grandes emoções. Porque estou a arrumar este assunto. A desconstrui-lo. A adaptar-me a um modelo novo. Mais light.
Nunca juntar os meus homens favoritos foi tão pouco.
Entendam que A e B por esta ordem de ideias, já não é um conjunto, já não é a sequência lógica deste abecedário, se é que alguma vez o foi, A e B já não significa apenas uma letra. São apenas dois símbolos aleatórios do alfabeto, outros agora se interpõem entre eles. Agora é, terá de ser AX, BZ, o que for.
E do nada, conversas que nos esmurram o estômago “e vocês? Apostei uma nota em vocês” [sorrio, mudo de assunto, que isto nunca foi assunto].
Não saber de B é estranho. Parece fazer pouco sentido. Não haver assuntos que queiramos encetar, não haver a cumplicidade, a propriedade de nos conhecermos exaustivamente um ao outro, é… triste. Faz-me falta, tenho saudades. Tenho coisas para lhe contar, conselhos para pedir, sorrisos por partilhar, abraços por agarrar. Mas não. Foram demasiados encolheres de ombros. Agora é a minha vez. Eu mudei. As amizades e os afectos terão de se fazer valer por mim. Terão de me convencer que valem a pena, tal como são. Terão de me fazer sentir a pessoa especial que sou. Todos os dias.
Mas não. Não somos gatos, mas deixamos para outras vidas o que já devíamos ter feito.
Quanto ao resto, o futuro, apesar de incerto, começa a clarear. A opção provavelmente será a n.º 3. Seja como for.. um dia acordamos e está tudo diferente. Estaremos preparados?
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