Foram apenas cinco segundos, não mais do que isso. Em que, por entre luzes brancas intermitentes, miúdos à procura de aventuras, bebidas cilíndricas e coloridas, uma batida viciante, a dormência das horas e a estranheza do lugar, os teus braços envolveram a minha cintura e o meu rosto tocou os teus lábios. Cinco segundos. A tua respiração, o teu cheiro, a tua pele, o teu calor, tudo o que já sei que quero. Cinco segundos. Durante os quais fechei os olhos e acreditei que me ia perder, o álcool liberta tudo e inventa mentiras e eu não quero enganos, mas queria ter-me perdido, mas não assim, não com a desinibição falsa, não no barulho das luzes, não porque "e porque não". Queria que fosse porque sim. Ter horas para conscientemente me perder em ti.
Talvez tenha sido por isso que não me deixaste tocar a tua orelha.
Para que ninguém no dia seguinte queira trocar a vergonha pelo orgulho.
Ser bipolar nos sentimentos é isso mesmo. Não deixar que o sonho incitado pela neblina da lua se torne num pensamento.
And let the reality do its thing. Mind over body. Reason over heart.
Para que ninguém no dia seguinte queira trocar a vergonha pelo orgulho.
Ser bipolar nos sentimentos é isso mesmo. Não deixar que o sonho incitado pela neblina da lua se torne num pensamento.
And let the reality do its thing. Mind over body. Reason over heart.
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