Todos os dias passam pessoas por mim. Gente nova, gente antiga, gente normal, gente bonita, gente feia e atraente, gente linda e sem atractividade nenhuma. Ás vezes fico embevecida pela multiplicidade de homens que me atraem. Dava qualquer coisa para provar os seus beijos. Só para descobrir como seria. Provavelmente bastaria apenas uma palavra para mudar a vida.
Mas não a de nenhum deles. A tua. Nada me tira mais a respiração do que a tua mão rasar a minha sem querer, nada me traz mais à terra e ao mundo que os teus olhos, e o meu reflexo neles. Não há nenhuma sensação que se iguale a acordar ao teu lado. Nada.
Nem a sobremesa mais doce, nem o perfume mais exótico, nem a bebida mais forte, nem a cidade mais romântica, nem o homem mais sexy do mundo, nem o conjunto de todas essas coisas, chegariam para acelerar uma milésima de segundo o meu batimento cardíaco que os dois segundos antes de me beijares me fazem. Durante dois segundos eu sou a mulher mais forte, saltaria de um avião, de um comboio em andamento, atirar-me-ia para uma arena de feras, dançaria com a tribo mais primitiva. Mas não. Nesses dois segundos em que as minhas pálpebras estão para se encontrar, dou-me por vencida, prendes-me, amordaças-me, subjugas-me, afogas-me no teu sabor, derretes-me com as tuas mãos, enrolo-me em cada pedaço do teu corpo, pois é em cada um deles onde posso sentir a tua alma. E a tua alma não tem limites, continua para além do teu corpo, do teu cheiro, do teu abraço.
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