Thursday, January 23, 2014

After a While

After a while you learn the difference,
The subtle difference between holding a hand and chaining a soul.
And you learn that love doesn’t mean leaning,
And company doesn’t always mean security.
And you begin to learn that kisses aren’t contracts,
And presents aren’t promises.
And you begin to accept your defeats,
With your head up and your eyes ahead,
With the grace of a woman, not the grief of a child.
And you learn to build all your roads on today,
Because tomorrow’s ground is too uncertain for plans,
And futures have a way of falling down in mid-flight.
After a while you learn,
That even the sun burns if you get too much,
And learn that it doesn’t matter how much you do care about,
Some people simply don’t care at all.
And you accept that it doesn’t matter how good a person is,
She will hurt you once in a while,
And you need to forgive her for that.
You learn that talking can relieve emotional pain.
You discover that it takes several years to build a relationship based on confidence,
And just a few seconds to destroy it.
And that you can do something just in an instant,
And which you will regret for the rest of your life.
You learn that the true friendships,
Continue to grow even from miles away.
And that what matters isn’t what you have in your life,
But who you have in your life.
And that good friends are the family,
Which allows us to choose.
You learn that we don’t have to switch our friends,
If we understand that friends can also change.
You realize that you are your best friend,
And that you can do do anything, or nothing,
And have good moments together.
You discover that the people who you most care about in your life,
Are taken from you so quickly,
So we must always leave the people who we care about with lovely words,
It may be the last time we see them.
You learn that the circunstances and the enviroment have influence upon us,
But we are responsible for ourselves.
You start to learn that you should not compare yourself with others,
But with the best you can be.
You discover that it takes a long time to become the person you wish to be,
And that the time is short.
You learn that it doesn’t matter where you have reached,
But where you are going to.
But if you don’t know where you are going to,
Anywhere will do.
You learn that either you control your acts,
Or they shall control you.
And that to be flexible doesn’t mean to be weak or not to have personality,
Because it doesn’t matter how delicate and fragile the situation is,
There are always two sides.
You learn that heroes are those who did what was necessary to be done,
Facing the consequences.
You learn that patience demands a lot of practice.
You discover that sometimes,
The person who you most expect to be kicked by when you fall,
Is one of the few who will help you to stand up.
You learn that maturity has more to do with the kinds of experiences you had
And what you have learned from them,
Than how many birthdays you have celebrated.
You learn that there are more from you parents inside you than you thought.
You learn that we shall never tell a child that dreams are silly,
Very few things are so humiliating,
And it would be a tragedy if she belived in it.
You learn that when you are angry,
You have the right to be angry,
But this doesn’t give you the right to be cruel.
You discover that only because someone doesn’t love you the way you would like her to,
It doesn’t mean that this person doesn’t love you the most she can,
Beacuse there are people who love us,
But just don’t know how to show or live that.
You learn that sometimes it isn’t enough being forgiven by someone,
Sometimes you have to learn how to forgive yourself.
You learn that with the same harshness you judge,
Some day you will be condemned.
You learn that it doesn’t matter in how many pieces your heart has been broken,
The world doesn’t stop for you to fix it.
You learn that time isn’t something you can turn back,
Therefore you must plant your own garden and decorate your own soul,
Instead of waiting for someone to bring you flowers.
And you learn that you really can endure.
You really are strong .
And you can go so farther than you thougt you could go.
And that life really has a value.
And you have value within the life.
And that our gifts are betrayers,
And make us lose
The good we could conquer,
If it wasn’t for the fear of trying.


Veronica A. Shoffstall (1971)

Tuesday, January 21, 2014

Amores e cigarros

Gira-se a esfera, faz-se faísca, gera-se o fogo e acende-se o cigarro. Tal como no amor, há poucos prazeres igualáveis ao de acender um cigarro. O som do papel a arder, a cor avermelhada do que se inflama lentamente, a cor platina da nuvem que se acabou de formar, a liberdade ao horizonte, a autonomia dos gestos, um pequeno milagre a acontecer só para nós. Este início, ninguém nos tira. 

Quando nos sabe bem, damos longos e demorados tragos, absorvendo tudo o que nos é possível de cada vez que o fazemos, angustiados com a possibilidade do fim.

Quando nos sabe mal, muitas vezes apagamo-lo a meio, sem pachorra para aguentar algo que não cumpre o seu propósito. Ou então, dado o investimento relativo que já foi feito nele, faz-se o frete e fuma-se até ao fim, esperando não dar bandeira sobre a agrura do processo.  

Goste-se mais, goste-se menos, todos, mas todos os cigarros, sem excepção, chegam inevitavelmente ao fim. 
Assim, também é o amor.

Monday, January 20, 2014

Perdidos

"Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar." MEC

É preciso parar. Deixarmo-nos ser esfaqueados com a possibilidade de uma memória. Deixar que a dor desça da alma ao peito, assumir a vertigem, controlar o desequilíbrio, encontrar a bússola que nos reencontre as estradas conhecidas e ter cuidado para não cair quando o chão nos faltar. Porque o chão vai faltar. A angústia vai ocupar cada músculo do corpo, vai-nos pregar os pés ao tapete e boicotar os movimentos. Seremos traídos pela emoção que nos vem aos olhos, ao mais pequeno reflexo do que se perdeu. Pode ser apenas um pormenor. Duas mãos entrelaçadas, um trejeito, uma expressão, uma rotina. À mais pequenina merdinha vamos cobrar explicações a tudo o que não entendemos, seja a Deus ou à Humanidade. Vamos culpar o Universo por nos ter apresentado a hipótese do amor. 

Há que percorrer o túnel de dor. Aceitar que não há justificação, não há nexo, não há racional num amor que se esgota, que alguém fez morrer. Há que aceitar que é irreversível. Há que aceitar que não mais voltaremos a sentir daquela forma. Há, especialmente, que aprender. 

Para a próxima temos de ver os sinais e ouvir a nossa voz. O nosso instinto. Há que não nos deixarmos apaixonar tão intensamente. Por um travão, abrir o pára-quedas, traçar o risco e saltar fora na mínima ameaça de atropelamento. 
Quando o amor for tão imenso que não nos cabe na pele, provavelmente será tarde, poderemos bem estar perdidos para sempre. 

Friday, January 17, 2014

Hoje tive saudades deste texto. Fui buscá-lo ao baú. Publicado em 28/04/2012.


Quanto tempo temos para nós? Quanto tempo podemos esperar que a vida mude para fazermos alguma coisa dela, alguma coisa que nos seja importante? Podemos inventar todas as desculpas, a mais óbvia, não temos tempo, ou não temos dinheiro, ou a profissão não permite, ou ainda não chegámos àquele ponto da carreira do qual conseguimos sentir o cheiro do sucesso, para que nos sintamos realizados o suficiente para... finalmente começar a viver.

Não quero esperar. Não quero que o tempo tome conta de mim, quero eu antes fazer dele aquilo que eu preciso. Quero amar o homem que amo, quero que ele me ame de volta com toda a lamechice e foleirada que está associada. Quero romance, palavras bonitas, sorrisos carinhosos, quero ficar horas a olhar para ele e imaginar de que cor será os olhos dos nossos filhos, a que feitio vão puxar, quero ser mãe dos filhos e do pai, quero que ele seja pai de todos também. Quero cozinhar para todos e reclamar para que comam a sopa e a salada, quero-lhes contar, vezes sem conta, a história de como me apaixonei pelo pai. Quero que eles tenham mais respeito pelo pai, mas que venham a correr para mim quando lhes doer a barriga. Quero que o pai lhes conte histórias e que chame pelas minhas cantigas quando ainda não os tiver conseguido adormecer. 
Para estas coisas não se tem tempo. Tem-se vida. 

Tuesday, January 7, 2014

Não preciso chorar mais. O céu fá-lo por mim.

Saturday, January 4, 2014

Escolher decidir

Há muitas coisas na vida que não escolhemos. O local onde nascemos. A família a que pertencemos. Os acidentes que nos atropelam. De quem gostamos. Quem detestamos. O que nos motiva. O que nos desespera. O que nos faz chorar. O que nos traz prazer e alegria.
Na realidade parece tudo tão estocástico que é quase impossível.

Faltam-me as palavras para reproduzir onde quero ir com esta conversa. Talvez tenha perdido o jeito. 

O que quero dizer é que, num momento ou noutro, temos sempre a possibilidade de fazer uma escolha. Pode custar mais ou menos, mas somos donos e senhores do nosso livre arbítrio. 
E diz-me a minha "estrela" que eu sou a mais forte porque não desisto. Será? Será esse um sinal de força ou de fraqueza? Todos somos susceptíveis às merdas do coração. A irracionalidade das emoções é aquilo que muitas vezes nos mata devagarinho. 
Tenho de aprender a dizer Não. Não faço. Não posso. Não quero. Não gosto. Não me podes magoar mais. Não dou mais. Não posso continuar a lutar sozinha. Isso sim, é ser mais forte. Isso sim, é o caminho da escolha. E com esse, o caminho mais duro. O da decisão. 

A minha escolha? Ser feliz. 
A decisão?
Tomar a decisão.

Thursday, December 26, 2013

365 - still standing

É inevitável, chegando ao final de mais um ciclo, fazer esta pausa. Há que tirar este tempo para tomar consciência de tudo o que 2013 assinalou.

Foi um ano de muitas mudanças. Tive quase tudo o que desejei ter. E não estava preparada.

A profissão. 
Foi-me pedido o impossível. Para que esquecesse tudo o que sabia, e adorava, fazer, e para que embarcasse numa missão dura e condenada. Para o que desse e para o que viesse. (Será esta minha impulsividade um defeito? Pergunto-me várias vezes.) Às 11 horas e quinze minutos lançaram-me esta bomba, vestiram-na de desafio - que a escolha das palavras tem esse peso na decisão - às 12 horas e trinta minutos, fumava um cigarro, mãos nervosas, estômago apertado, e precisamente às 14 horas troquei de camisola, mudei de campo e entrei num jogo para perder. Essa seria a única garantia. Tudo o que não fosse isso, seria a vitória possível. 
Essa noite foi em branco, apesar dos comprimidos. A que veio depois dessa também. Estava sozinha. Estava absolutamente proibida de dar informações sobre esse assunto a quem quer que fosse e a mostrar o mínimo sinal de fragilidade. Assim foi. Sozinha durante o dia. Ainda mais durante a noite. Doía e aliviava conforme a cadência da minha respiração. Acomodei-me ao desconforto e decidi que, na falta de melhor, seria esse o meu propósito de vida.

O amor.
Apaixonei-me. Pedi um príncipe e ele apareceu-me à porta, montado num cavalo laranja sobre duas rodas. Tudo o que imaginei impossível num homem. Tudo o que no meu inconsciente já tinha desistido de procurar. E ele chegou. Aproximou-se sem querer e entrou irremediavelmente na minha vida. As coisas boas foram-se sucedendo e, em larga escala, superando as menos boas, aquelas que são os trambulhões de quem se está a conhecer, a ajustar, a baixar as guardas e a lutar contra os seus instintos de defesa. A impulsividade? Sempre um passo à minha frente. E quando vi, tinha deixado o meu pára-quedas bem no princípio do caminho, provavelmente numa boleia improvável que um estranho me ofereceu num dia de sol até à margem sul. Não nos falávamos há muito tempo. E um equívoco numa mensagem levou a uma ida à praia, e a ida à praia levou a uma travessia de barco, longos abraços, misturando madeixas de cabelo rebeldes de vento com fumo de cigarros, carícias ansiosas, desejos de mais, de muito mais. 

A auto-estima.
Pequena, quando penso nas coisas. A insegurança. Não me amar o suficiente. A mentira. Esconder de mim, o que não quis assumir em voz alta. Acreditar que sou igual aos outros e que, efectivamente naquela tarde não saí de casa. Não me vi, figura triste, cinzenta, distorcida e descontrolada à procura de um químico, uma  ajuda, uma droga, sim, todas as palavras são feias para classificar essa substância de que precisava para me voltar a fazer sentir eu, novamente. Mas quem serei eu, afinal? Qual das duas versões? Qual das duas podia eu escolher, para mim? Para o meu companheiro? Como dar a conhecer a versão mais obscura de mim, sem que ele fugisse desse filme de terror? Se nem eu mesma a consigo suportar? E se eu fosse apenas e só essa versão escangalhada de gente?

Fui fraca. Escondi-a. Matei-a. Enterrei-a. Decidi que essa parte de mim não pode existir, nem para mim, nem para ninguém. Menti. Uma fracção de segundo é tudo o que é preciso para deitar absolutamente tudo a perder. E, nessa fracção de segundo, fui muito mais obscura do que aquilo que eu queria esconder. E aí, perdi-me de mim própria. 
Teria dado anos de vida para voltar àquela tarde e ter tomado outra decisão A única possível.
Tentei explicar-me, justificar-me, mas não chegou. Nada mais valeu a pena. Tive um castigo duro, uma tortura intensa. Doeu muito durante muito tempo. Durante muito tempo, tive o vazio a que me condenei. O vazio à mesa, no sofá, na cama, nas conversas, nos pensamentos.
Mas não fraquejei. Insisti. Fiquei. Sabia que aquilo que eu sentia, e o que sabia ele sentir também, era maior do que qualquer outra coisa. Acreditei e agarrei-me a isso com todas as minhas forças. Fui caindo. Fui-me levantando. E caindo. 
E aí aprendi algo novo sobre mim. Que talvez não fosse assim tão fraca. Não o deixei ir, mesmo que ele me mandasse embora, mesmo que me ofendesse propositadamente com palavras inenarráveis. Com palavras que tantas vezes me fizeram chorar. E só aí entendi também a dimensão em que o magoei. Mas fiquei, porque era ele o homem com quem eu queria passar o resto dos meus dias. Determinei-me a mostrar-lhe que eu não sou aquilo. Aguardei pacientemente que, entre a espada e o escudo, surgisse uma pequenina nesga por onde eu pudesse provar a força do meu amor, a segurança do meu arrependimento. Decidi dar e dar, sem esperar nada em troca. Esta abertura foi lentamente crescendo. E cada dia o meu amor crescia mais. Mesmo com raiva, mágoa, ressentimento, foi um princípe. Foi-me acompanhando nos momentos mais difíceis. Foi-me mostrando que também eu estava errada e que, mesmo não entendendo a natureza das ratoeiras do cérebro humano, ele estaria lá nos piores momentos. Enclausurada no meu pior pesadelo, prestes a elevar-me a milhas do chão, entre nuvens e tempestades, disse-me com poucas palavras que estaria lá durante todo o caminho. Os meus olhos encheram-se de lágrimas e meu peito desabou em convulsivamente. Tive naquele instante a certeza de que nada de mal me podia acontecer. 

Ontem, fez-me  uma festa no rosto. Fez-me prometer que não voltaria a mentir-lhe. 
Não bastasse a ideia de não voltar a olhar o seu rosto, a contorná-lo com os meus dedos, a beijar os seus lábios, a adormecer nos seus braços, a entrelaçar as minhas mãos nas suas.. não bastasse tudo isso, este erro ensinou-me muito mais do que isso. Não só não posso voltar por em causa o seu espaço na minha vida, como não poderei nunca mais dar-me a hipótese de me perder de mim mesma. Dessa certeza não abdico. E com isso vem outra aprendizagem. O amor só pode existir em plenitude. E é assim que eu me apresento, cheia de imperfeições, inseguranças e defeitos e é despida de máscaras que decido avançar para o "nós". E é também dessa forma que o vou amar, nos seus bright and dark sides.

Agora sim, voltei ao meu caminho. 
Agora, sim, estou preparada.
Agora sei, consigo qualquer coisa.
Venham mais trezentos e sessenta e cinco. Venham fáceis ou venham difíceis. Mas venham.
I'm still standing.