Sunday, December 9, 2012

E só agora? Cresceste? Tens todas as respostas? Terás feito todas as perguntas certas?
Qual é o final feliz? Não lhe podes chamar de feliz quando vais deixar tudo como está, quando desistes e arrumas bagagem, não é justo, não quero. Tudo agora é um adeus, uma possível última partilha, uma rotura, um assumir que isto nunca mais volta a ser isto e que nós nos vamos perder lentamente algures numa fronteira. Qual é a felicidade disto? Qual é a epifania? E o que de bom irá ela trazer?
Estás disposto a colocar-nos num passado contextual, num intervalo da tua vida, num bocado de tempo que um dia as fotografias te vão lembrar como, "someone that i used to know".
No fair, not at all.
Não gosto. Vai à merda.

Monday, November 12, 2012

Esta é para ti, só para ti

Se me tivessem dito há uns meses atrás que à data de hoje se teria aberto este fosso entre mim e ti, teria mandado calar, gozado com as palavras ocas de quem claramente não conhecia a ligação que tanto tempo demorámos a consolidar entre nós.
Mas aconteceu. Cavou-se um buraco por onde se esvaem, umas atrás das outras, todas as tentativas de alcançar o outro lado.

Contigo varri todo o meu leque de emoções, por ti já experimentei todos os sentimentos. Entre o tudo e o nada conseguiu sobreviver qualquer coisa pelo meio que será sempre mais do que isto. O que aconteceu? Não sei. Um dia senti-me cansada e decidi ficar quieta no meu canto, pedi as cartas e paguei para ver. O mundo continuou a girar, tu continuaste a ser tu, com as mesmas flutuações, eu continuei a ser eu, com as mesmas inseguranças e fantasias. Mas não voltámos a ser nós. O B e a A, fomos que tempos essa parelha de palavras, essa dupla de cumplicidade irreproduzível, esse anel invisível do para-o-bem-e-para-o-mal-até-que-a-morte-nos-separe, essa promessa impronunciável de estarmos lá para o que vier. 
Se me perguntares se faz diferença, faz. Se me perguntares se me fazes falta, sim. Se me perguntares se tenho saudades, muitas. Se me perguntares se sou a mesma, sou menos. 
Ainda preciso de cuidar de ti, abanar-te de vez em quando, um calduço na testa, um beliscão no braço, sim, porque mesmo à distância procuro saber de ti. 
Agora somos outros? Talvez. Vais embora, conseguiste-te libertar. Desejo-te sorte. Muita, o amor, o frio na barriga, a aventura, a emoção, a perdição. Cuida de ti. Fá-lo por mim. E se o vires, diz ao sol que serene, que não precisa de abrir os braços, cantar alto, pôr o dedo no ar ou levantar um cartaz. O sol só precisa de aparecer. E a quem o não reconhecer, ou porventura o quiser ensombrar, que feche as cortinas, que se esconda debaixo da cama, que vá para o raio que o parta, porque há sempre outro pedacinho da terra a esbaforir-se em rotações só para o privilégio de umas horas dele.
Será que vai voltar a fazer sentido? Vai fazer sempre. Aqui ou na China ou em Londres. Este lugar, este instinto maternal, este colo, este abraço, este copo com que brindo, este sorriso, gargalhada, a espontaneidade, a boleia, as conversas no caminho, isto tudo e mais o que não vês, será sempre teu.
Por isso, não te desculpes, não há pelo o que o fazer. Sê mais e maior, sê tu, o B tal qual eu sempre vi. Orgulha-te disso. 
Eu estarei sempre aqui.


Sunday, November 4, 2012


Tinha prometido a mim mesma que não voltaria a percorrer  esta estrada. Mas ela surgiu à minha frente, mais sinuosa e estreita do que o caminho habitual, cheia de sinais de aviso, exclamações e bandeiras vermelhas. Fui por impulso, como habitual, fechando os olhos, franzindo a testa, caminhando a medo, às escuras, não tenho veículo para isto, pensei. E, ainda assim, fui. Quilómetros e quilómetros percorridos até um beco sem saída. 
Agora é percorrê-lo de volta para trás, agarrada à convicção de que, em breve, demore-se esse breve o que quiser, hei-de voltar a estar novamente nesse sítio seguro. Não quero mais disto. Vou deitar fora os impulsos e arrancar do peito esta infantil alegria de viver cada momento. 

Tuesday, July 17, 2012

If you're not there when I need you, please, leave me alone.



Saturday, July 14, 2012

Hold me, thrill me, kiss me, kill me




"E dêem-me a estupidez - se a outra opção é tédio." Pedro Chagas Freitas

Tuesday, July 10, 2012

Vou. Porque tenho de ir. Porque não tenho como o contrariar. Todas as células do meu corpo me dizem, tens de ir. Porque não quero que sejas só alguém que eu conheci.
Se chamas por mim. Vou.


Sunday, July 8, 2012

Tenho os pés fora do chão. Estou tonta, inebriada, fora de mim, uma vontade incontrolável de me deixar cair e cair e cair e, mesmo que me estatele no chão, que ninguém me apanhe, que ninguém me segure, que ninguém me prenda pelo braços, porque cair é a única forma de ir. E eu quero ir. Eu vou. Já fui. Quero essa vertigem de te ver, essas borboletas no estômago quando chegas, essa energia do outro mundo quando me tocas, essa vontade, a vontade.. que não se apaga, que não se esgota, que não se cura, que não tem fim.