Acabei de chegar a casa...devagarinho, silencioso.
Pousei o computador, troquei a roupa, sempre à luz de velas, ainda acesas.
Dá para cheirar o teu último slim do dia...e penso {tenho que arranjar maneira de ela largar a merda do tabaco}.
Entrei nos cobertores, já quentes. Um murmúrio, mas falso alarme...não acordas.
Depois, mergulhei nos teus caracóis amarelos e desapareço deste mundo...
Friday, December 19, 2025
Mensagens por enviar. 22.02.2014
Ao teu colo
Penso em ti.
Não sei porquê.
Apenas vens até mim, como um cheiro de infância tresmalhado à boleia de um cachecol velho.
Pequenas partes de ti. Como se os fotogramas das tuas expressões pudessem reproduzir a gravidade da tua voz.
A cadência com que ela me acalma. Serena.
O encantador de pessoas. É assim que te retomo. Àquele momento, que num sofá improvisado de sala de trabalho, entre cortinas vermelhas, te falei e te ouvi pela primeira vez. Não conseguia fazer os meus olhos encontrar os teus. Nem tão pouco desviá-los. O sorriso subtilmente desenhado pelos teus lábios e salpicado nos teus olhos. O teu olhar.
Foi esse sonho, esse maldito que me matou.
Não te contei. Nem uma pequenina parte. Melhor assim. Será?
Tinha-te enterrado num local longínquo do impossível.
E agora não te consigo tirar da minha plena consciência. Sei que existes e que estás aí. E uma barreira invisível que nos repele. Que nos atrai.
A magnitude da necessidade de te tocar. Ao de leve. Saber ao que sabes. Aproximar-me tanto de ti que não te posso tocar. Suster a minha respiração e aí permanentemente paralisar.
Mas como o vento, não te consigo ver, não te consigo agarrar.
Apenas sinto a tua presença e a falta dela.
Onde estás?
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